Agepen promove encontro para disseminar boas práticas desenvolvidas por setores psicossociais de presídios

  • Publicado em 09 dez 2019 • por Tatyane Oliveira Santinoni •

  • Campo Grande (MS) – Para difundir as boas práticas do atendimento psicossocial oferecido aos reeducandos de Mato Grosso do Sul e aprimorar o oferecimento das ações assistenciais, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) realizou um encontro com servidores que atuam na área de Assistência e Perícia dentro dos presídios do estado.

    Promovido pela Diretoria de Assistência Penitenciária, por meio da Divisão de Promoção Social, a reunião foi realizada nessa quinta-feira (5.12), na Escola Penitenciária (Espen). Com exposição de projetos e ações desenvolvidas nas unidades penais durante o ano, psicólogos e assistentes sociais trocaram experiências profissionais, vivências, inovações, parcerias, desafios, dificuldades e, principalmente, aprendizagens.

    Conforme a chefe da Divisão de Promoção Social, Marinês Savoia, o objetivo do encontro foi justamente disseminar conhecimento e possibilitar novas estratégias de ações. “Agradeço a presença de todos os técnicos da área de Assistência e Perícia pela disponibilidade, é dessa forma que vamos expandir o conhecimento e estimular a busca por novos projetos para o próximo ano”, afirmou.

    Durante o evento, a chefe da Divisão de Assistência à Saúde Prisional da Agepen, Maria de Lourdes Delgado Alves, realizou uma apresentação para estimular o autoconhecimento e o relacionamento interpessoal entre os profissionais.

    Uma palestra motivacional também foi ministrada com o tema: “Por que fazemos o que fazemos?”, que tratou sobre estímulo e gestão do tempo, apresentada pela coaching Rosália Aparecida Ferreira da Silva, que também é formada em Recursos Humanos.

    Coaching Rosália Aparecida Ferreira da Silva tratou sobre estímulo e gestão do tempo.

    Dentre os projetos apresentados estão do Módulo de Saúde do Complexo Penitenciário – “Medida de Segurança”,  pela servidora Rozimeire Ribeiro Zeferino; o “Respeitando a Igualdade”, desenvolvido no Centro de Triagem “Anízio Lima”, pelo  servidor Kenzo Correa Mochizuke;  e o “Um Olhar Além da Vítima”, com as servidoras Ana Cristina Dutra e Lígia Gonçalves, da Unidade Mista de Monitoramento Virtual Estadual.

    Além disso, também foram demonstrados projetos desenvolvidos no Estabelecimento Penal Feminino “Irmã Irma Zorzi”, como o coral, constelação familiar, grupo de dependência química, ações com público LGBT, entre outros abordados pelas servidoras Cláudia Maria Martins, Cristiane Soares e Maristela Leite.

    O relato de boas práticas foi abordado, ainda, pela servidora Marciene Rita da Silva sobre o estudo cientifico que analisa a relação entre religião e resiliência entre detentas de Corumbá; o trabalho foi, inclusive, utilizado como dissertação de mestrado da servidora que atua no Patronato Penitenciário da cidade.

    Referente aos projetos desenvolvidos na Penitenciária de Segurança Máxima da capital, a agente Maruscka Lozano de Souza falou sobre o trabalho de inclusão e documentação de internos que adentram o presídio; a técnica Maria Guiomar de Almeida retratou sobre as ações de saúde; já Eliomar Alves e Luciana Cavalcanti abordaram sobre o projeto de orientação profissional feito com os reeducandos da unidade.

    Já as servidoras do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG) apresentaram como boas práticas o grupo de “orientação para a liberdade”, coordenado por Yana Tiviroli, além do projeto que trabalha a atenção aos internos idosos, desenvolvido em conjunto entre as servidoras Tânia Regina Verão Harden e Lilian Amarilha.

    “Existe uma dedicação e profissionalismo por esses servidores que, com o apoio das direções, tornam possíveis esses projetos que contribuem para humanização da pena e reinserção social dos custodiados, ajudando a cumprir a missão da Agepen”, agradeceu a diretora de Assistência Penitenciária, Elaine Arima Xavier Castro.

    Segundo a dirigente, graças ao sucesso da iniciativa, um novo encontro já está previsto para o início do ano que vem, mas ainda sem data definida. “São ótimos projetos isolados que podemos replicar nos outros estabelecimentos penais, conforme as possibilidades”, finalizou.

    Fotos: Divulgação

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    Tratamento Penal

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