Internos de Ponta Porã são profissionalizados para atuarem como pintor de obras

  • Publicado em 28 out 2015 • por Keila Oliveira •

  • Ponta Porã (MS) – Internos da Unidade Penal “Ricardo Brandão”, (UPRB), em Ponta Porã, estão sendo profissionalizados através do curso “Pintor de Obras”, oferecido por meio de parceria entre a Agência estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

    No total, 20 recuperandos estão sendo qualificados; eles foram selecionados pelo Setor de Educação e pela chefia da unidade prisional. Um dos critérios para a escolha dos participantes foi o bom comportamento.

    O curso tem carga horária total de 120 horas/aula, com duração de aproximadamente dois meses. “Ainda estamos na parte da teoria, pois é necessário que eles tenham uma boa base para ir para a prática, o que deve ocorrer por volta do dia 12 do mês que vem, conforme a nossa programação”, informa a coordenadora do Senai, Francielle Cariny de Oliveira.

    De acordo com a coordenadora, além do conhecimento específico na área de pintura predial, os alunos também recebem noções sobre educação ambiental, empreendedorismo, legislação trabalhista, segurança no trabalho e tecnologia da informação e comunicação.

    “O curso ofertado pelo Senai é uma ferramenta positiva na ressocialização, já que abre um caminho profissional para os internos quando retornarem ao convívio social”, destaca o diretor do presídio, Rodrigo Borges. Segundo ele, a capacitação, aliada à educação e ao trabalho, tem sido as principais apostas na unidade prisional no sentido de estimular a não-reincidência criminal.

    O custodiado Miguel Marques da Silva, 50 anos, é um dos que estão se profissionalizando e, a exemplo do que acredita o diretor, garante que vê na capacitação uma grande oportunidade para ter um trabalho digno quando conquistar a liberdade. “Não pude fazer um curso dessa qualidade fora do sistema prisional. Espero que quando terminar a minha pena, eu possa trabalhar na área em que estou me qualificando hoje”, afirma. “Sei que a sociedade terá um certo receio pela minha passagem na prisão, mas com essa qualificação penso terei mais chances”, completa.

    O diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, reforça que o oferecimento de cursos que capacitam os internos para o mercado de trabalho, como no caso do presídio masculino de Ponta Porã, é uma realidade nas unidades prisionais da Agepen, graças ao empenho dos servidores, bem como as muitas parcerias firmadas. “Buscamos oferecer qualificação principalmente em áreas com maior demanda profissional, como a construção civil, beleza e informática”, informa.

    Colaborou agente penitenciária Gilda Prieto, administradora da UPRB.

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