Publicado em 20 fev 2026 • por Tatyane Oliveira Santinoni •
A Operação Rota Blindada foi deflagrada, nessa quinta-feira (19.2), com objetivo de desarticular uma organização criminosa estruturada para o tráfico de drogas. A ação foi articulada pela Polícia Civil, por intermédio da DENAR (Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico) e contou com apoio da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), por meio da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul.
As apurações indicaram que a estrutura estatal era empregada como instrumento de facilitação da logística criminosa, conferindo aparência de legalidade ao transporte da droga e dificultando eventuais abordagens policiais.
No decorrer das investigações, foi identificada a participação de um policial penal, que utilizava indevidamente a função pública e uma viatura oficial caracterizada para realizar o transporte de entorpecentes entre os municípios de Corumbá e Campo Grande. A prática criminosa, conhecida como “frete seguro”, consistia no uso de veículo institucional como estratégia para reduzir o risco de fiscalização e aumentar a probabilidade de êxito no deslocamento da carga ilícita.
A Agepen esclarece que a conduta investigada configura desvio de natureza individual, absolutamente incompatível com os princípios éticos, legais e funcionais que regem a Polícia Penal, não representando, em qualquer hipótese, a postura institucional da corporação. A Corregedoria-Geral da autarquia instaurou procedimento administrativo para apuração rigorosa dos fatos, com adoção de todas as medidas administrativas e legais cabíveis. O processo seguirá os trâmites previstos em lei, assegurando o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório.
A instituição mantém política permanente e rigorosa de enfrentamento a desvios de conduta, baseada em fiscalização contínua, atuação efetiva da corregedoria e mecanismos internos de controle. Qualquer irregularidade é tratada com seriedade, transparência e responsabilização, conforme estabelece a legislação vigente.
Toda a apuração contou com o apoio da Polícia Penal, por intermédio da GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário), responsável pelo compartilhamento de informações estratégicas ao longo das investigações, fortalecendo a cooperação interinstitucional.
Durante a deflagração da operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Campo Grande e Corumbá, com apoio operacional do GARRAS, da 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá e da Delegacia de Polícia de Ladário.
A Agepen atua pautada pela integridade institucional, pela legalidade e pela preservação da confiança da sociedade, não compactuando com qualquer prática ilícita ou conduta que comprometa a missão da Polícia Penal e o interesse público.
A operação faz parte do conjunto de ações permanentes de enfrentamento qualificado ao tráfico de drogas e evidencia a atuação integrada das forças de segurança pública no combate a organizações criminosas, com responsabilização de todos os envolvidos, inclusive agentes públicos que eventualmente se desviem de suas funções.