Publicado em 28 maio 2026 • por Keila Oliveira •
A presença ostensiva da Polícia Penal durante o Tribunal do Júri realizado nessa quarta-feira (27), em um caso de grande repercussão social, evidenciou uma operação que vai muito além do que é visto no plenário. Por trás da atuação no local, há um trabalho logístico estruturado que envolve organização prévia, execução coordenada e acompanhamento após a decisão judicial.
Essa atuação revela uma engrenagem essencial — e muitas vezes invisível — para o funcionamento da Justiça. Responsável pela escolta e custódia de presos durante os julgamentos, a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul desempenha uma função que exige planejamento rigoroso, inteligência e alto nível de preparo operacional.
Somente entre janeiro e abril de 2026, o COPE (Comando de Operações Penitenciárias) participou de 49 sessões do Tribunal do Júri, envolvendo operações dentro e fora das comarcas. No período, mais de 50 custodiados foram escoltados para audiências, evidenciando a intensidade dessa frente de atuação.
O diretor-geral da Polícia Penal, Anderson Aparecido da Silva Moreno, destaca que por trás de cada deslocamento há uma operação cuidadosamente estruturada. “Antes da execução, é realizada uma análise técnica que considera o perfil do preso, o grau de periculosidade, a repercussão do crime e possíveis riscos à segurança”, explica.
Segundo ele, o planejamento é subsidiado por dados de inteligência e sistemas integrados, garantindo maior precisão na tomada de decisões. “Com base nessa avaliação, são definidos o efetivo policial, armamentos, viaturas e demais recursos necessários”, detalha.
Mas a missão vai além do transporte, já que a Polícia Penal também atua diretamente na segurança do ambiente do júri, assegurando a ordem durante toda a sessão.
A complexidade das escoltas, especialmente em casos de maior repercussão ou deslocamentos intermunicipais, reforça o papel estratégico da instituição dentro do sistema de segurança pública, pontua o dirigente. “É uma atuação silenciosa, mas decisiva para garantir que os julgamentos ocorram com tranquilidade, segurança e dentro da legalidade”, finaliza.
Dessa forma, as escoltas realizadas pela Polícia Penal integram a rotina operacional do sistema penitenciário e são fundamentais para viabilizar a realização das sessões do Tribunal do Júri com segurança e regularidade.

