Polícia Penal de MS apoia buscas em Minas Gerais com uso de tecnologia de inteligência penitenciária

  • Publicado em 28 fev 2026 • por Tatyane Oliveira Santinoni •

  • A Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), por meio da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul, está contribuindo diretamente com as ações humanitárias de busca e resgate após o desastre climático que atingiu o município de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira.

    Um policial penal estadual integrante da GISP (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário) foi mobilizado para atuar junto às equipes especializadas que trabalham na localização de vítimas desaparecidas. A atuação ocorre com o emprego do Equipamento Tático de Revista Eletrônica, tecnologia normalmente utilizada no sistema prisional para a detecção de sinais de celulares em unidades penitenciárias.

    A tecnologia, de origem israelense, tem sido empregada nas operações com o objetivo de identificar sinais de aparelhos celulares ativos, o que pode indicar áreas prioritárias para a atuação das equipes de busca e resgate. Mesmo sob escombros, a detecção desses sinais pode fornecer informações estratégicas para direcionar os esforços de escavação, aumentando a eficiência e a precisão das buscas.

    O equipamento é capaz de identificar celulares ligados em um raio aproximado de 50 a 100 metros, a depender das condições do terreno e da tecnologia do aparelho. Um acessório complementar permite a localização mais precisa do ponto identificado, auxiliando na delimitação das áreas onde as equipes devem concentrar seus trabalhos.

    A operação em Minas Gerais é coordenada pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), por meio da Diretoria de Inteligência Penal, que inicialmente mobilizou dois policiais penais federais e um equipamento. Diante da complexidade do cenário e da necessidade operacional, um segundo equipamento foi incorporado às ações, assim como novos operadores, entre eles o policial penal de Mato Grosso do Sul, que passou a reforçar o trabalho de inteligência em campo.

    Conforme o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, a participação do policial penal sul-mato-grossense demonstra a aplicação prática da inteligência penitenciária em contextos que extrapolam o sistema prisional.

    “A atuação em uma operação dessa natureza evidencia o nível de qualificação técnica dos nossos profissionais e a capacidade de empregar tecnologias do sistema penitenciário em situações emergenciais, contribuindo de forma concreta para o trabalho humanitário de busca e resgate”, destacou o dirigente.

    A presença da Polícia Penal de Mato Grosso do Sul nas ações em Juiz de Fora evidencia a integração entre inteligência, tecnologia e atuação operacional, demonstrando como ferramentas desenvolvidas para o ambiente prisional podem ser empregadas de forma estratégica em apoio a operações interinstitucionais e de interesse público.

    Categorias :

    Ação Humanitária

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