Publicado em 14 out 2026 • por Keila Oliveira •
Nem a chuva impediu a Polícia Penal de Mato Grosso do Sul de realizar, no último dia 1º de outubro, mais uma grande operação de fiscalização no Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande. A unidade foi alvo da MUTE Pantanal, denominação adotada em Mato Grosso do Sul para a Operação MUTE, mobilização nacional voltada ao enfrentamento da comunicação ilícita e à identificação de possíveis materiais proibidos nas unidades prisionais.
Esta foi a quarta grande operação de pente-fino realizada na Máxima de Campo Grande em menos de um mês; o presídio também foi alvo da Operação Nêmesis. A ação foi coordenada pela Diretoria-Geral da Polícia Penal e pela Diretoria de Operações da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).
A fiscalização contou com a participação de policiais penais da unidade, equipes do COPE (Comando de Operações Penitenciárias) e do GISP (Grupo de Intervenção e Segurança Prisional), além do apoio da FPN (Força Penal Nacional). A estrutura de inteligência da Polícia Penal também atua no planejamento e direcionamento das atividades.
Durante a operação, são empregados recursos tecnológicos que auxiliam na identificação de materiais proibidos e possíveis pontos de vulnerabilidade. Entre os equipamentos utilizados estão sistemas de varredura e georradares, que ampliam a capacidade das equipes e permitem direcionar a fiscalização para locais que demandem uma verificação mais detalhada.
A MUTE Pantanal vem ampliando a fiscalização em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. Nesta etapa, as ações alcançaram também o Estabelecimento Penal Masculino de Coxim, a Penitenciária Estadual de Dourados (PED), o Estabelecimento Penal Máximo Romero, em Jardim, a Penitenciária de Naviraí, o Estabelecimento Penal Masculino de Corumbá, a Penitenciária de Dois Irmãos do Buriti e as penitenciárias da Gameleira 1 e 2.
Tecnologia e inteligência
A MUTE Pantanal utiliza tecnologia como ferramenta complementar ao trabalho dos policiais penais. Equipamentos de varredura e sistemas de detecção auxiliam na identificação de possíveis materiais e pontos que demandem uma fiscalização mais detalhada.
A iniciativa também se soma à Operação Modo Avião, que utiliza equipamentos capazes de detectar sinais de telefonia móvel e já foi realizada em 16 estabelecimentos penais de Mato Grosso do Sul em 2026.