Publicado em 27 maio 2026 • por Keila Oliveira •
Reeducandos da PSMN (Penitenciária de Segurança Máxima de Naviraí) participaram este mês de um curso profissionalizante de corte e costura, realizado em parceria com o Senar (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural). A iniciativa integra as ações institucionais direcionadas à ressocialização e à reintegração social dos custodiados da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).
Com carga horária de 32 horas/aula, distribuídas em quatro dias de atividades em período integral, o curso proporcionou qualificação técnica a 10 internos. Durante as aulas, os participantes desenvolveram habilidades práticas voltadas ao setor de confecção, ampliando as possibilidades de inserção no mercado de trabalho após o cumprimento da pena, seja na indústria têxtil ou em atividades autônomas.
Além da qualificação profissional, os custodiados têm direito à remição de pena, conforme previsto na legislação vigente, o que reforça o caráter educativo e ressocializador da iniciativa.
De acordo com o diretor da penitenciária, Jonas dos Santos Ferreira, a ação também atende a uma demanda interna da própria penitenciária. Segundo ele, com a formação dos novos profissionais, a unidade fortalece sua oficina de costura, que passa a contar com 10 internos aptos a atuar na produção de uniformes e em outras atividades produtivas.
“Esse avanço contribui para a organização interna e para a valorização do trabalho no ambiente prisional, ao mesmo tempo em que promove senso de responsabilidade e disciplina entre os participantes”, destaca o dirigente.
Ao final do curso, os internos receberam certificação emitida pelo Senar, com reconhecimento nacional. O documento valida as competências adquiridas e amplia as chances de inserção no mercado de trabalho formal após o cumprimento da pena.
“A capacitação profissional é uma ferramenta estratégica para a redução da reincidência criminal e a promoção da dignidade humana”, finaliza o diretor da Penitenciária de Naviraí, complementando que, ao investir em educação e profissionalização, a unidade busca promover condições para a integração social do condenado, conforme estabelecido na LEP (Lei de Execução Penal).
