Publicado em 14 out 2026 • por Keila Oliveira •
A Polícia Penal de Mato Grosso do Sul intensificou, na ultima semana de setembro e início de outubro, as ações de combate à atuação de organizações criminosas em unidades prisionais, reunindo equipes operacionais, inteligência e tecnologia para identificar vulnerabilidades e retirar materiais proibidos do ambiente prisional.
Os trabalhos integraram mais uma fase da Operação MUTE Pantanal, promovida pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) em todo o país, voltada ao enfrentamento das comunicações ilícitas nos presídios, dentro de uma mobilização integrada em diferentes estados.
Participaram policiais penais das própria unidades, equipes do Comando de Operações Penitenciárias (COPE) e da Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário (GISP), sob coordenação da Diretoria-Geral da Polícia Penal e da Diretoria de Operações da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário). A operação contou, ainda, com a atuação da Força Penal Nacional (FPN) nas revistas realizadas nos dois maiores presídios do estado..
A MUTE amplia o uso de recursos tecnológicos na rotina de segurança penitenciária. Entre os equipamentos empregados estão georradares e kits de varredura, que aumentam a capacidade de identificação de possíveis materiais e pontos de vulnerabilidade nas estruturas prisionais.
As fiscalizações permitem detectar vulnerabilidades, retirar materiais proibidos e aperfeiçoar continuamente os mecanismos de controle das unidades.
A estratégia também é preventiva. Informações produzidas pelas equipes de inteligência orientam a definição de locais, momentos e métodos empregados nas operações, permitindo direcionar os recursos disponíveis de acordo com as necessidades identificadas.
76 grandes vistorias em 2026
A Polícia Penal de Mato Grosso do Sul chegou a 76 grandes vistorias realizadas em unidades prisionais do estado em 2026.
O número se soma às revistas e inspeções rotineiras executadas pelas próprias equipes dos estabelecimentos penais, que fazem parte dos procedimentos permanentes de segurança das unidades.
As grandes operações são definidas a partir de informações operacionais e de inteligência, permitindo direcionar efetivos, equipamentos e recursos para unidades e setores considerados prioritários.
Para o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, a realização da operações está diretamente relacionada ao empenho dos policiais penais que atuam diariamente nas unidades.
“Quero destacar o empenho e o profissionalismo dos nossos policiais penais, que estão nas unidades todos os dias e, em operações como esta, demonstram mais uma vez preparo, dedicação e disposição para cumprir a missão. Na Máxima, por exemplo, mesmo com a chuva, as equipes estão mobilizadas e trabalhando com seriedade e responsabilidade”, destacou.
Tecnologia contra a comunicação ilícita
Uma das ferramentas incorporadas à estratégia de segurança é a tecnologia de detecção de sinais de telefonia móvel utilizada na Operação Modo Avião, realizada no estado entre os dias 8 e 18 setembro.
Em 2026, a Modo Avião já foi realizada em 16 estabelecimentos penais de Mato Grosso do Sul, com equipamentos capazes de detectar sinais de telefonia móvel em um raio de até 100 metros. A partir dessas informações, os policiais penais conseguem estabelecer pontos prioritários para fiscalização.
O recurso tecnológico complementa as revistas e o trabalho de inteligência, permitindo direcionar as equipes para locais que apresentem indícios de comunicação por meio de aparelhos celulares.
Inteligência orienta atuação da Polícia Penal
De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, o emprego de tecnologia não substitui a atuação dos policiais penais. Ao contrário, os dados obtidos pelos equipamentos contribuem para tornar as ações de segurança mais precisas e direcionadas.
“Esse modelo combina monitoramento, análise de informações, planejamento operacional e presença dos policiais penais nas unidades, permitindo identificar possíveis vulnerabilidades e atuar de forma preventiva”, comentou.
Conforme o dirigente, em Mato Grosso do Sul, a Operação MUTE integra uma estrutura de segurança que mantém ações de revista, inteligência e fiscalização de forma contínua nas unidades prisionais.
“Com a combinação de experiência operacional, inteligência e tecnologia, a Polícia Penal amplia sua capacidade de prevenção, identificação de vulnerabilidades e resposta às tentativas de utilização do sistema prisional para atividades criminosas”, finalizou.