Gerência de Inteligência da Agepen é homenageada em encontro nacional por atuação em ação humanitária em Minas Gerais

  • Publicado em 04 maio 2026 • por Keila Oliveira •

  • A atuação da Gisp (Gerência de Inteligência do Sistema Penitenciário), de Mato Grosso do Sul, ganhou destaque nacional durante o V Encontro Nacional de Inteligência Penal, realizado em Brasília. A unidade foi uma das homenageadas pela participação de policial penal que atua no serviço de inteligência na ação humanitária em Juiz de Fora (MG).

    A homenagem ocorreu durante o encontro e reconheceu a atuação considerada fundamental para a proteção de vidas diante das fortes chuvas que atingiram a região. Durante a operação, foram empregados equipamentos tecnológicos utilizados no sistema penitenciário, especialmente voltados à detecção de ilícitos, adaptados para auxiliar nas buscas por pessoas desaparecidas.

    O evento, promovido pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais), nos dias 28 e 29 de abril, reuniu representantes de todo o país para discutir estratégias de enfrentamento ao crime organizado, com foco na integração e no fortalecimento da inteligência penitenciária.

    A iniciativa integra as ações da Renipen (Rede Nacional de Inteligência Penitenciária), coordenada pela Senappen, que articula a atuação conjunta entre as inteligências dos sistemas prisionais estaduais e o Sistema Penitenciário Federal. O objetivo é padronizar procedimentos, ampliar a troca de informações e promover operações coordenadas, aumentando a eficiência no combate ao crime organizado dentro e fora das unidades prisionais.

    Além da homenagem, a programação contou com palestras e painéis sobre temas estratégicos, como o Mapa das Organizações Criminosas (ORCRIMs), o Plano Nacional Pena Justa aplicado à inteligência e a apresentação de boas práticas desenvolvidas nos estados.

    Para o secretário nacional de políticas penais substituto, Glautter Morais, o encontro representa um avanço na consolidação da inteligência penal no país. Segundo ele, a integração entre as 27 agências estaduais e a inteligência do Sistema Penitenciário Federal fortalece a atuação coordenada e amplia a capacidade de resposta do Estado frente ao crime organizado.

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