Brinquedos confeccionados por detentos são doados para Brinquedoteca da Casa Abrigo

Categoria: Geral | Publicado: sexta-feira, outubro 9, 2015 as 15:28 | Voltar

Campo Grande (MS) – Brinquedos educativos confeccionados por detentos farão parte do acervo da Brinquedoteca da Casa Abrigo, e do Centro Especializado de Atendimento à Mulher. O ato de doação aconteceu na manhã desta sexta-feira (9), no Estabelecimento Penal – Jair Ferreira de Carvalho,  de Segurança Máxima da Capital.

“O projeto é maravilhoso, esses brinquedos vão beneficiar as crianças de mães que sofreram violência. É um trabalho muito bem feito que valoriza o detento que está privado de liberdade, mas não privado de dignidade”, destacou Luciana Azambuja Roca, subsecretária das Políticas Públicas para Mulheres, titular da pasta ligada à Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast) que conheceu o projeto e solicitou doação à Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen).

São cerca de 80 brinquedos, uma parte ficará disposto na brinquedoteca e alguns serão doados aos filhos dessas mães que fazem tratamento psicossocial na Casa Abrigo e do Centro Especializado de Atendimento à Mulher.

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O projeto “Educação Lúdica com Brinquedos Pedagógicos” utiliza sobras de madeira que iriam para o lixo e após trabalho artesanal se transformam em jogos, carrinhos e demais brinquedos que ajudam a reforçar o ensino em escolas públicas de Campo Grande.

O trabalho é feito pelos internos que trabalham na produção e recebem remição de um dia na pena para cada três trabalhados. Para o detento, Ezequiel Guimarães de Paula, 29 anos e preso há 5 anos por homicídio, o trabalho deu novas expectativas para o retorno à sociedade. “É gratificante saber da alegria das crianças que recebem esses brinquedos e, ao mesmo tempo, ocupar nossa mente com esse trabalho para retornar o convívio em sociedade com dignidade e respeito”, descreve Ezequiel.

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Ailton Stropa Garcia, diretor-presidente da Agepen

O diretor-presidente Agepen, Ailton Stropa Garcia, disse que são brinquedos simples, mas que têm um valor social muito grande. “Nosso desafio é possibilitar que o preso saia com novos valores e disposto a mudar realmente de conduta”, ressaltou o diretor.

Por Solange Mori, da Sedhast

 

Publicado por: Keila Terezinha Rodrigues Oliveira

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