Detentas de recebem ação contra o HPV em presídio de Três Lagoas

Categoria: Saúde Prisional | Publicado: sexta-feira, julho 22, 2016 as 08:38 | Voltar

Três Lagoas (MS) – Reeducandas do Estabelecimento penal Feminino de Três Lagoas (EPFTL) estão recebendo ações do projeto de pesquisa desenvolvido pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) que busca “detectar e avaliar os genótipos circulantes do Papilomavírus Humano (HPV) e a respectiva resposta Imunológica em Mulheres da Região Leste do Estado”.

A iniciativa é desenvolvida no presídio com o apoio da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciária, por meio da sua Diretoria de Assistência Penitenciária e Divisão de Saúde.

O projeto, retomado no mês passado na unidade prisional, consiste no atendimento de todas as custodiadas, com a realização também de entrevistas, orientações e encaminhamentos para exames. A ação é coordenada pela professora-doutora Julie Massayo Maeda Oda, e conta com a participação de acadêmicos dos cursos de Medicina e Enfermagem.

Para a coordenadora do curso de Medicina em Três Lagoas, professora Tatiane Passalacqua, o projeto é uma “via de mão dupla”. “Proporciona uma importante oportunidade de estágio para os acadêmicos graduandos do curso e também presta um excelente atendimento às reeducandas, que passam por consultas minuciosas, coletas de exames preventivos etc.”, destaca. Ela e a professora Nayara Cassemira são responsáveis pelo acompanhamento do trabalho realizado no estabelecimento penal.

Segundo a diretora da unidade prisional, Leonice Rocha Miranda Guarini, o desenvolvimento do projeto reforça a assistência à saúde que já é prestada no local. No EPFTL, as custodiadas recebem assistência médica básica e especializada, através de atendimento regular de clínico geral, ginecologista e psiquiatra, além de assistência odontológica.

Os atendimentos da equipe da UFMS no EPFTL ocorrem duas vezes por semana, nos quais são atendidas, em média, sete reeducandas por dia. A intenção é que todas as custodiadas sejam assistidas até agosto.

O diretor-presidente da Agepen, Ailton Stropa Garcia, ressalta que parcerias com instituições de ensino, como essa com a UFMS,  são muito positivas no sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul. Conforme Stropa, outras parcerias também têm obtido muito sucesso, entre elas o trabalho específico na área de tuberculose, realizado pela Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), em várias unidades do Estado.

Publicado por: Keila Terezinha Rodrigues Oliveira

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