Hospital referência para tratamento do Coronavírus já recebeu 2,5 mil EPIs feitos por detentos

Categoria: Agepen | Publicado: segunda-feira, abril 27, 2020 as 07:00 | Voltar

Campo Grande (MS) - Sob coordenação da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), a força de trabalho de detentos de Mato Grosso do Sul tem contribuído para garantir Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) a quem está na linha de frente do tratamento de pessoas acometidas pelo coronavírus.

Apenas o Hospital Regional, unidade de saúde referência para o tratamento da doença, já recebeu cerca de 2,5 mil EPIs, entre máscaras, calças, blusas, capotes e pro-pés, essenciais para ajudar a proteger quem lida diretamente com o combate à essa pandemia que está assustando o mundo inteiro. A última entrega ao hospital foi realizada na sexta-feira (24.4) pela chefe da Divisão de Trabalho Prisional da Agepen, Elaine Cecci - acompanhada pelo enfermeiro e doutor em Doenças Infecciosas e Parasitárias, Everton Ferreira Lemos (orientador técnico do projeto) - à diretora-presidente do HR, Rosana Leite de Melo, e ao diretor administrativo, Marcelo César de Arruda Ferreira.

A doação é fruto de um Termo de Cooperação Mútua assinado entre a Agepen, Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul), Associação Sul-Mato-Grossense do Ministério Público (ASMMP) e o Hospital Regional, com as instituições parceiras arrecadando insumos para a produção pelos reeducandos.

Várias frentes

Atualmente, estão em funcionamento 20 polos de produção de EPIs em estabelecimentos penais, contribuindo para assegurar esses materiais, além do HR, a diversas instituições de saúde de várias partes do estado, forças policiais, Uneis, organizações assistenciais e para a segurança no trabalho dos servidores penitenciários e profissionais da área médica dentro dos próprios presídios.

Já existem frentes de produção em 20 presídios de MS.

Pelo trabalho, todos os reeducandos envolvidos recebem remição de um dia na pena a cada três trabalhados, conforme estabelece a Lei de Execução Penal (LEP).

Para o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, a iniciativa, além de contribuir para saúde de toda a população, é uma forma de promover a ressocialização de homens e mulheres em situação de prisão.

A ação é coordenada pela Diretoria de Assistência Penitenciária da Agepen, por meio das divisões de Saúde e Trabalho Prisional, e realizada pelas direções dos presídios envolvidos.

A produção dentro das unidades penais conta, ainda, com o apoio da equipe do infectologista Júlio Croda, Mariana Croda; assim como, do secretário e adjunta da SES, os médicos Geraldo Resende e Christine Maymone, além do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Poder Judiciário e Ministério Público, por meio do juiz Albino Coimbra Neto e da promotora Renata Goya; prefeituras de diferentes municípios, entre outros.

Publicado por: Keila Terezinha Rodrigues Oliveira

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