Reeducandos do Centro Penal da Gameleira trabalham na reforma da Unei Dom Bosco

Categoria: Revitalizando a Educação com Liberdade | Publicado: sexta-feira, julho 1, 2022 as 13:45 | Voltar

A Unei Dom Bosco está recebendo obras de reforma por meio do projeto Revitalizando a Educação com Liberdade. A iniciativa é uma parceria entre a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) e Poder Judiciário.

Vinte e cinco internos do Centro Penal Agroindustrial da Gameleira (CPAIG), unidade masculina de regime semiaberto da capital, estão trabalhando nas obras que, nesta primeira etapa, consiste na reestruturação dos três pavilhões, abrangendo 24 alojamentos e banheiros, entre outras benfeitorias.

Para o titular da Sejusp, Antonio Carlos Videira, todo projeto que busca a capacitação do apenado, assim como a melhoria das instalações onde estão recolhidos aqueles adolescentes em conflito com a lei, são extremamente importantes. “De forma que possa haver excelência na socioeducação para que o adolescente infrator de hoje não seja o presidiário de amanhã”, destaca.

Videira reforça que, nesse sentido, estão unidos Sejusp, Agepen e as medidas socioeducativas, com a parceria do Judiciário. "Para que, além da ressocialização, possamos promover reeducação e, com isso, reduzir também custos da manutenção dos prédios públicos nas melhorias das instalações, desde o alojamento onde fica recolhido o adolescente até a estrutura que atende os servidores públicos”, ressalta.

Na opinião do diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, iniciativas como essa  contribuem na recuperação de quem está cumprindo pena. “A Agepen trabalha para a sociedade e para reintegração dos custodiados, com oportunidade de profissionalização e ocupação produtiva  aos custodiados”, garante.

As obras nos alojamentos  da Unei Dom Bosco envolvem desde a parte hidráulica, elétrica, serralheria, serviços de alvenaria e pintura. Os trabalhos consistem, ainda, na substituição por telhas transparentes em partes dos corredores em frente aos alojamentos.

Na área que liga os pavilhões será feita uma passarela, possibilitando melhoria no trânsito dos agentes, visitantes e demais pessoas que vão até a unidade. Também está sendo feito aterramento para evitar infiltrações, plantio de gramado, entre outras melhorias. Todo o muro está sendo pintado e holofotes instalados para aprimorar a iluminação do local.

As melhorias impactarão diretamente no trabalho desenvolvidos juntos aos adolescentes em medidas socioeducativas no local, segundo o diretor-adjunto da Unei Dom Bosco, Jair da Costa Carvalho. “É um meio de proporcionar maior qualidade de serviço para nós servidores e de dignidade para os internos, possibilitando um ambiente saudável trabalhando nessa vertente a ressocialização”, agradece. Segundo ele, a unidade tem capacidade para 80 adolescentes e atualmente tem 30 sob custódia.

Pelo projeto, a Sejusp realiza o pagamento de um salário mínimo a cada interno que atua na obra, que também recebe um dia de remição na pena a cada três trabalhados. Celso Garcia é um dos trabalhadores, atuando como pedreiro e encanador, e vê a oportunidade como uma forma de receber um dinheiro para ajudar a sua família, ao mesmo tempo em que conquista remição em sua pena. “Sou muito grato por este serviço, com certeza vai me ajudar a ter uma vida melhor lá fora”, afirma

O monitor da obra, policial penal Sandro Roberto dos Santos, que acompanha os reeducandos desde a primeira reforma realizada pelo projeto há oito anos, acredita que o trabalho realmente proporciona transformação de vidas, tanto para quem recebe os benefícios oportunizados, como para quem executa. “Sempre devolvemos um ambiente muito mais estruturado e salubre, e aos nossos custodiados temos testemunhado muitos exemplos de superação”, comenta.

Os trabalhos na Unei Dom Bosco tiveram início no dia 13 de julho com previsão de término em 30 de setembro, e envolvem investimentos na ordem de R$ 650 mil, oriundos da Central de Execução de Penas Alternativas (CEPA), aplicados em materiais de construção, equipamentos de proteção individual, alimentação e transporte para os internos trabalhadores.

A ação atende a um pedido da desembargadora Elizabeth Anache ao juiz da 2ª Vara de Execução Penal de Campo Grande, Albino Coimbra Neto, idealizador e coordenador do “Revitalizando a Educação com Liberdade”.

Publicado por: Keila Terezinha Rodrigues Oliveira

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