Pela primeira vez, Agepen participa do desfile da Independência

Categoria: Reconhecimento | Publicado: quinta-feira, setembro 7, 2017 as 20:18 | Voltar

Campo Grande (MS) – O desfile cívico militar da Independência do Brasil, comemorado no dia 7 de setembro, este ano contou com a participação da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). Servidores penitenciários, em viaturas da instituição, passaram pela avenida 14 de Julho e receberam os aplausos e saudação da platéia.

"Foi um momento muito especial, ficamos surpresos com a receptividade das pessoas, que batiam palmas e mandavam tchau", declarou Leoney,  um dos agentes que participaram do desfile. "Foi muito bom, parabéns pela iniciativa de todos que nos proporcionaram este momento", completou o servidor João Bosco Correia, que também esteve presente.

Para o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, a participação no desfile é  uma forma de reconhecimento pelo importante trabalho realizado pelo sistema prisional e por seus servidores, a exemplo de outras forças da segurança pública. "Agradeço ao Governo do Estado que, pela primeira vez, oportunizou nossa participação no desfile cívico. Agradeço também aos servidores que se dispuseram a acordar cedo e a enfrentar o sol forte e o calor para que nossa instituição marcasse presença e demonstrasse sua importância no contexto da segurança pública e social", ressaltou.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 

 

Estrutura

Para proporcionar comodidade e segurança ao público que foi acompanhar a apresentação, foram montados 200 metros de arquibancada (dois módulos de 100 metros cada – Da Rua 15 de Novembro até a Rua Barão do Rio Branco) e 10 banheiros químicos espalhados ao longo do trajeto do desfile.

Independência do Brasil

Tropas durante desfile em Campo Grande.

O Dia da Independência, conhecido ainda como Independência do Brasil, 7 de Setembro e Dia da Pátria, é um feriado nacional brasileiro comemorado anualmente. A data é referente a Declaração de Independência do Brasil do Império Português, que ocorreu no dia 7 de setembro de 1822.
Em 1808, tropas francesas comandadas pelo imperador Napoleão Bonaparte invadiram Portugal como forma de retaliação por sua recusa em participar do embargo comercial contra o Reino Unido. Fugindo da perseguição, a família real portuguesa transferiu a corte portuguesa de Lisboa para o Rio de Janeiro, então capital do Brasil Colônia.

Em 1815, o príncipe regente D. João VI criou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, elevando o Brasil à condição de reino subordinado a Portugal, aumentando as independências administrativas da colônia. Em 1820, uma revolução política irrompeu em Portugal, forçando o retorno da família real. Herdeiro de D. João VI, o príncipe Dom Pedro de Alcântara, permaneceu no Brasil.

Primeira independência

O Movimento Constitucionalista de 1821 é considerado o primeiro episódio da Independência do Brasil. Pernambuco foi a primeira província brasileira a se separar do Reino de Portugal. No dia 29 de agosto de 1821, teve início um movimento armado contra o governo do capitão general Luís do Rego Barreto, que culminou com a formação da Junta de Goiana, tornando-se vitorioso com a rendição das tropas portuguesas em capitulação assinada a 5 de outubro do mesmo ano, quando da Convenção do Beberibe, responsável pela expulsão dos exércitos portugueses do território pernambucano.

Também em 1821, a Assembleia Legislativa portuguesa determinou que o Brasil retornasse à sua condição anterior de subordinação, assim como o retorno imediato do príncipe herdeiro do trono português. Dom Pedro, influenciado pelo Senado da Câmara do Rio de Janeiro se recusou a retornar em 9 de janeiro de 1822, data que ficou conhecida como Dia do Fico.

7 de Setembro

Independência ou Morte, do pintor paraibano Pedro Américo (óleo sobre tela, 1888).

Em 2 de junho de 1822, Dom Pedro I convocou a primeira Assembleia Constituinte brasileira. Em 1º de agosto, declarou inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil. Dias depois, assinou o Manifesto às Nações Amigas, justificando o rompimento das relações com a corte de Lisboa e garantindo a independência do país, como reino irmão de Portugal.

Em 2 de setembro de 1822, um novo decreto com as exigências portuguesas chegou ao Rio de Janeiro, enquanto D. Pedro estava em viagem a São Paulo. Sua esposa, a princesa Maria Leopoldina, atuando como princesa regente, se encontrou com o Conselho de Ministros e decidiu enviar ao marido uma carta aconselhando-o a declarar a independência do Brasil. A carta chegou a D. Pedro no dia 7 de setembro.

No mesmo dia, em cena famosa às margens do Riacho Ipiranga, ele declarou a independência do Brasil, pondo fim aos 322 anos do domínio colonial exercido por Portugal. De acordo com o pesquisador Laurentino Gomes, autor de livro sobre o evento, D. Pedro “não conseguiu esperar a chegada a São Paulo, onde poderia anunciar a decisão”. Gomes acrescenta que ele “era um homem temerário em suas decisões mas tinha o perfil do líder que o Brasil precisava na época, pois não havia tempo para se 

Um mês depois, em 12 de outubro de 1822, Dom Pedro foi aclamado imperador e, em 1º de dezembro, coroado pelo bispo do Rio de Janeiro, recebendo o título de Dom Pedro I. As províncias da Bahia, do Maranhão e do Pará, que tinham juntas governantes de maioria portuguesa, só reconheceram a independência em 1823, depois de muitos conflitos entre a população local e os soldados portugueses.

No início de 1823, houve eleições para a Assembleia Constituinte que elaboraria e aprovaria a Carta constitucional do Império do Brasil, mas, em virtude de divergências com Dom Pedro, a Assembleia logo foi fechada. A 1ª Constituição brasileira foi, então, elaborada pelo Conselho de Ministros e outorgada pelo imperador em 20 de março de 1824.

Com a Constituição em vigor, a separação entre a colônia e a metrópole foi finalmente concretizada. Mesmo assim, a independência só é reconhecida por Portugal em 1825, com a assinatura do Tratado de Paz e Aliança entre Portugal e Brasil, por D. João VI.

Publicado por: Keila Terezinha Rodrigues Oliveira

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